sábado, 3 de novembro de 2012

Eu Não Acredito Em Bruxas Mas...


Além de Sportinguista considero-me um amante do desporto rei, adoro o futebol e por isso gosto de procurar padrões e outras pequenas coincidências na aparente aleatoriedade da chicha.

Um desses padrões que me tem vagueado pela moleirinha nos últimos dias vem dos tempos idos do inicio do milénio: Ano ido de 2000, Inácio entra para o comando técnico d’O Maior depois de um arranque aos solavancos e com uma pequena ajuda das prendas natalícias no sapatinho do Leão quebra o jejum de 18 anos, lembram-se? Pois mas isso não tem nada que ver com este texto, foi apenas um pequeno doce para cortar a azia que invade as entranhas dos Sportinguistas com o “futebol” que a equipa pratica nestes dias. Lembrem-se dos livres do Cruz, das defesas do Peter e dos golos do Beto e sejam felizes.

Este texto e o padrão nefasto que me invade a psique prende-se sim com a época 2000-2001 e sucessivas com o mais recente membro do panteão dos “Grandes”, o Boavista de Jaime “Churchill” Pacheco o tal que munido de um batalhão de tanques futebolísticos que de classe tinham pouco sacou da cartola o maior coelho da historia recente do futebol português.
Sou nascido e criado na Invicta e toda a minha vida futebolística foi de conflito (muitas vezes de guerrilha) contra adeptos andradianos, esses eram uma pedra no meu sapato. No entanto sempre nutri alguma simpatia pelo segundo grande do Norte, eram os meus camaradas da subversão portista, os únicos que igualavam a minha aversão a todas as tramas draconianas que como a teia de Shelob se estendiam a partir das Antas. Foi com alguma alegria que depois do afastamento precoce do leão do titulo vi as panteras com as garras (e os pitões) à vista, varrendo tudo o que aparecia rumo ao titulo, gostei, foi como um premio de consolação pra mim.

No entanto o rugido da pantera era apenas o estrebuchar final do bicho contra o insidioso veneno que lhe corroía o corpo, a geração Loureiro, apregoada como a encarnação de Deus vestido ao xadrez na Terra encaminhavam o nobre Boavista para o abismo. Depois da gloria, a ruina. Anos consecutivos de desfalques, escândalos e negociatas abateram o negro felino.
Grande felino, ruina e direcção são as palavras chaves a reter, estou certo que já vos passou a ideia pela cabeça, os paralelismos são incontornáveis. Movimentações directivas sombrias, anos desprovidos de títulos, gradual perda de força futebolística, um imponente felídeo no símbolo?! Estou certo que nunca seremos motivo de tal chacota legislativa, mas o estado actual do meu clube não me deixa muita confiança.

A quem nos cabe tirar deste fosso? Ao presidente Godinho e seus súbditos, já lhes tive mais confiança, já lhes dei mais crédito mas acredito que chegaremos a bom porto, acredito que nos podemos salvar do declínio em que entramos e acredito que não precisarei de recorrer muito mais tempo a memoria decanas para manter a chama verde a brilhar com vigor.  

sábado, 6 de outubro de 2012

Darwin Também Percebia de Bola.

Até à próxima camarada Sá, nas bancadas de Alvalade serás sempre bem-vindo mas do banco de suplentes, por favor, mantém uma distância de segurança sim?!

A sucessão de erros de casting nos 11 que apresentaste ao longo dos tempos só poderia redundar nisto.

Desde o onze demasiado defensivo e de criatividade zero que vimos desde que assumiste o cargo, até à colocação de Gelson a defesa direito passando por onzes kamikazes que foram nada mais que a assunção de que tinhas a corda a apertar o pescoço.

No fundo o grande problema foi nunca teres conseguido perceber que não jogas todos os dias contra Citys e Benficas, vais passar muito mais tempo a jogar contra Leirias e Rio Aves. Equipas que fazem da retranca uma forma de vida, equipas as quais um ponto chega para fazer a festa. Equipas contra quem, jogar à calceteiro não é suficiente. Não percebeste, não te adaptaste e já lá dizia Darwin: “Bicho que não se adapta vai de vela”.

Não nos vamos esquecer no entanto dos bons momentos Sá, ainda hoje me lembro do dos banhos de futebol de transição contra o City, ainda me lembro do banho de bola aos vermelhos em nossa casa e ainda me lembro do teu glorioso guarda-roupa de suspensórios e casaco de pads nos cotovelos, que grande fashion statement. Sim, vamos lembrarmo-nos dos bons momentos, não só por serem bons mas também por serem tão poucos.

Carambas Sá, tiveste a oportunidade da tua vida na cadeira de sonho (mais de pesadelo nestes últimos tempos) e deixaste-a escapar por entre os dedos. Desejo-te a maior felicidade para o futuro mas que seja bem longe do banco de Alvalade.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Vira o Disco... (Crónica).


Sporting 2-2 Estoril

45' Steven Vitória (p.b.)
58' Luís Leal
76' Valentin Viola
84' Wolfswinkel





Sofreu dois golos. Culpa sua? Terá tido responsabilidade? Na minha ideia, habituado que já estou a que nos salve jogos e mais jogos, não consigo dizer que perdemos por sua influência.

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Eu quero gostar de ti puto, quero mesmo, mas tu não tens ajudado nestes últimos jogos. Penalty de “anjinho” mais os típicos livres para o quintal da vizinha e se no anterior ainda tivemos um excelente cruzamento para abater a azia, neste nem uma amostrinha. Há que melhorar rapaz, há que melhorar.

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Sai da frente Polga, pensavas que ias ficar para sempre no topo dos centrais mais desastrados a vestirem a verde-e-branca?! Azarito, vem aí Xandão a passos largos para te roubar o sítio, a jogar assim não falta muito tempo.


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Não foi um desastre como os camaradas do lado direito mas esteve muito longe de estar bem. Parece sempre sobre brasas nestes últimos jogos, será a falta do papá Boula que o faz tremer? Veremos em breve.


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O único a sair apenas com as sobrancelhas chamuscadas da casa em chamas que foi a defesa do Sporting nesta partida. Ainda assim, exibição completamente amorfa e sem garra, insuficiente para o melhor lateral esquerdo da liga.
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Terá metido férias o cérebro do Argentino? Do jogo de raça e inteligência de 2ª passada sobrou apenas a raça e a capacidade defensiva, o resto foi só lentidão de processos e de passe.


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Incrível como mesmo passando 60 minutos ao lado do jogo basta-lhe dar “a vontade” para dinamitar qualquer equipa. Jogou 30 minutos à Czar e só nesse período produziu mais futebol que muito boa gente produzirá em toda uma carreira. Luxo.

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Sinceramente, nunca vi jogador fazer tanta borrada como este gajo hoje, pensei que fosse humanamente impossível. Carambas, eu nem depois de duas pratadas do mais ruim caril com frango comido no mais nefasto restaurante indiano consigo produzir metade da bosta que este rapaz produziu hoje. Abaixo de cão.
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Carrillo dizia mata, Capel dizia esfola. Jogo rasgadinho entre ele e o Peruano para o título de pior em campo. Zero lances de consequência em todo o jogo.

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Enquanto os outros “jogadores” trabalhavam arduamente para o título de mais rasco em campo, este miúdo, qual bomba de sucção, tentava ao máximo tirar a água do barco que teima em continuar a afundar. Belo jogo, grande capacidade individual mas sempre de olho no colectivo.

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Em 45 minutos o Sporting produziu UMA (!!) jogada de perigo e adivinhem quem a criou, os extremos? Os médios? NÃO, teve de ser este desgraçado a trabalhar para os outros. De resto, mais do mesmo. Uma oportunidade = um golo, já vão 5 rumo aos 30.

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Ponto prévio: Jogou melhor que Capel e Carrillo juntos. No entanto, partindo do princípio que até um andaime das obras conseguiria jogar melhor que esses dois nesta partida isso não abona muito para o espanhol. Jogou ainda assim o bastante para reclamar uma oportunidade a titular.

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A um substituto pede-se que mexa com o jogo, que transforme a lata em ouro, ou pelo menos numa qualquer prata manhosa. Foi exactamente isso que fez o rapaz, manteve o dinamismo no meio-campo, soltou Izma das suas grilhetas, assistiu Ricky de bandeja e ainda deu um workshop de livres a Cédric.

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Não se podia esperar que o puto ao entrar pra frigideira não se queimasse. Terá tocado uma vez na bola se tanto. Floresce na equipa B rapaz, que na A já o chão levou com napalm há muito.

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MVP: Ricky van Wolfswinkel

O único que pode chegar a casa e dormir como um bebé. Trabalhou como um mouro, jogou e fez jogar durante 90 minutos (O 2º MVP Izma só o fez durante meia hora), a única chance de golo sportinguista durante os primeiros 45 minutos foi inventada pelo Holandês, o único golo marcado pelo Sporting também foi obra do suspeito do costume. No chão salgado de Alvalade continua a haver uma tulipa que teima em florescer.